quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Apenas vem.


Por favor, vem e me faz desistir dessa idéia estúpida de desistir de sentir algo de novo. Vem e me faz ver que sentir é bom, que sentir é lindo e indolor. Vem e faz meu sorriso surgir no meu rosto de novo. Isso, vem… E realiza essa minha vontade insistente e constante de ser feliz.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Don't go.


Me abrace, sem pressa, tenha calma, essa noite ainda demora a acabar. A lua ainda brilha no alto do céu - bem acima de nossas cabeças -, os primeiros raios do sol vão demorar um pouco para surgir. Please… Não fale mais nada, nenhuma desculpa esfarrapada. Eu já entendi, é tudo muito complicado, o mundo não é um lugar fácil, principalmente para aqueles que já precisam ir embora. Mas escuta… Não vá! Não antes de falar tudo aquilo que teus olhos gritam para mim toda vez que me fitam. Você não pode mais esconder querido, já sei de tudo, já conheço esse segredo que eles tanto suplicam para que você conte e você nada diz… Então deixe-me simplificar as coisas: eu quero você. Sim, é você meu benzinho. E eu não quero ter que dizer goodbye. Não agora. Você deu o sopro de vida que meus olhos suplicavam, como um oásis em pleno deserto, nesse deserto de almas. Você não pode ir agora, não antes de roubar meu fôlego de mim, antes de me descompassar, antes de fazer com que o mundo suma, desapareça, e fique apenas nós dois. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta.


É urgente, falo sério. Meu coração quase não bate mais, quase não sente, não suspende, não reconhece sentimento. E isso é mesmo grave. Preciso de muito mais do que oxigênio agora, muito mais do que minha respiração sozinha possa me dar. Pra falar a verdade, ando precisando da falta dela. Preciso de algo que me tire o fôlego, que me faça sentir algo.

Preciso de algo que não está em nenhuma receita prescrita, em nenhum livro, em nenhuma entrelinha de poema feito. 

Sinto necessidade de algo como um grito urgente, que expulse todos os males para fora; uma sacudida que consiga me estremecer por dentro. Quero algo novo, algo bom. Na verdade quero apenas sentir todas aquelas coisas bonitas que há tempos não sinto. Quero sentir algo como um choque, um arrepio, como o gosto doce que fica na boca toda vez que se come chocolate. 

Quero algo que me faça desistir dessa idéia estúpida de desistir de sentir algo de novo, de desistir dessa vontade insistente de ser feliz. 


Qualquer coisa que se sinta... Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva. Socorro! Alguma rua que me dê sentido em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Toda a beleza.


E que seja eterno, tudo que tiver de ser, que seja. E que esse fim seja realmente último capítulo dessa incessante dramaturgia. Que finalmente meu coração se aquiete, se conforme e bata conforme, eu, seu grande maestro, comandar. E era disso que eu precisava: um ponto final. As reticências só prolongaram algo que já estava fadado ao fim... E se findou. Finalmente me sinto livre. As expectativas, esperas... Pesavam muito. E agora que é chegado o fim, que ele o seja. Mas não quero mais isso de tristeza, uma lágrima francesa basta. E apenas como algum tipo de cerimônia, um velório daquilo que há tempos já não era. Adeus meu querido e acabado sonho. Se transforme, reinvente, vire passarinho, andorinha ou o beija-flor de alguém.  Sejas livre, feliz... Viva. Essa vida agora que se mostra tão bela, quero vivê-la também. Não quero mais reclamar de tudo, esperar tudo, de algo que nada mais tem para oferecer. E que o início dessa história que agora chega ao fim, possa ser lembrada algum dia por ti; espero que tropeces pelas linhas tortas, veja a beleza, toda a beleza que nela teve, inclusive esse medíocre fim.

All my loving I will send to you.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

The end.


Creio que agora é mesmo o fim, cansei de esperar.  Você foi um dos meus sonhos mais bonitos, pena que teve que acabar assim...  Nesse espetáculo, cheio de tragédia e melodrama, que ninguém assistiu. Eu estava só no palco... O tempo todo. E só agora percebi.

É inverno, faz frio... Principalmente dentro de mim. O verão foi embora, meu verão... E meus olhos choraram, um choro triste, um choro desconsolado... Mas foi pela ultima vez.

É triste, mas agora vou sair daqui; vou me reerguer e vou-me embora de uma vez.  Dessa vez não vou deixar pistas, não vou deixar bilhetes.  É triste, mas acabou. Talvez pudesse ter dado certo, você poderia ter dado mais de você nisso, poderia ter segurado a minha mão...

Mas nada disso importa agora. Olho pela ultima vez esse espetáculo vazio antes de ir... Então apago as luzes, fecho as portas e vou.

Vou sozinha, acompanhada de mim, da noite, da escuridão. Vou com passos curtos, passos longos, passo que me levam pra longe, longe de tudo, longe de você. Pode abrir os olhos agora, eu não estou mais ai, agora não irá me encontrar nem mesmo nas lembranças. Acredite, vai ser melhor assim. E, por favor, não venha mais me procurar.  

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não vou mais vender melôs manjadas de Karaokê.