terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta.


É urgente, falo sério. Meu coração quase não bate mais, quase não sente, não suspende, não reconhece sentimento. E isso é mesmo grave. Preciso de muito mais do que oxigênio agora, muito mais do que minha respiração sozinha possa me dar. Pra falar a verdade, ando precisando da falta dela. Preciso de algo que me tire o fôlego, que me faça sentir algo.

Preciso de algo que não está em nenhuma receita prescrita, em nenhum livro, em nenhuma entrelinha de poema feito. 

Sinto necessidade de algo como um grito urgente, que expulse todos os males para fora; uma sacudida que consiga me estremecer por dentro. Quero algo novo, algo bom. Na verdade quero apenas sentir todas aquelas coisas bonitas que há tempos não sinto. Quero sentir algo como um choque, um arrepio, como o gosto doce que fica na boca toda vez que se come chocolate. 

Quero algo que me faça desistir dessa idéia estúpida de desistir de sentir algo de novo, de desistir dessa vontade insistente de ser feliz. 


Qualquer coisa que se sinta... Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva. Socorro! Alguma rua que me dê sentido em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Toda a beleza.


E que seja eterno, tudo que tiver de ser, que seja. E que esse fim seja realmente último capítulo dessa incessante dramaturgia. Que finalmente meu coração se aquiete, se conforme e bata conforme, eu, seu grande maestro, comandar. E era disso que eu precisava: um ponto final. As reticências só prolongaram algo que já estava fadado ao fim... E se findou. Finalmente me sinto livre. As expectativas, esperas... Pesavam muito. E agora que é chegado o fim, que ele o seja. Mas não quero mais isso de tristeza, uma lágrima francesa basta. E apenas como algum tipo de cerimônia, um velório daquilo que há tempos já não era. Adeus meu querido e acabado sonho. Se transforme, reinvente, vire passarinho, andorinha ou o beija-flor de alguém.  Sejas livre, feliz... Viva. Essa vida agora que se mostra tão bela, quero vivê-la também. Não quero mais reclamar de tudo, esperar tudo, de algo que nada mais tem para oferecer. E que o início dessa história que agora chega ao fim, possa ser lembrada algum dia por ti; espero que tropeces pelas linhas tortas, veja a beleza, toda a beleza que nela teve, inclusive esse medíocre fim.

All my loving I will send to you.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

The end.


Creio que agora é mesmo o fim, cansei de esperar.  Você foi um dos meus sonhos mais bonitos, pena que teve que acabar assim...  Nesse espetáculo, cheio de tragédia e melodrama, que ninguém assistiu. Eu estava só no palco... O tempo todo. E só agora percebi.

É inverno, faz frio... Principalmente dentro de mim. O verão foi embora, meu verão... E meus olhos choraram, um choro triste, um choro desconsolado... Mas foi pela ultima vez.

É triste, mas agora vou sair daqui; vou me reerguer e vou-me embora de uma vez.  Dessa vez não vou deixar pistas, não vou deixar bilhetes.  É triste, mas acabou. Talvez pudesse ter dado certo, você poderia ter dado mais de você nisso, poderia ter segurado a minha mão...

Mas nada disso importa agora. Olho pela ultima vez esse espetáculo vazio antes de ir... Então apago as luzes, fecho as portas e vou.

Vou sozinha, acompanhada de mim, da noite, da escuridão. Vou com passos curtos, passos longos, passo que me levam pra longe, longe de tudo, longe de você. Pode abrir os olhos agora, eu não estou mais ai, agora não irá me encontrar nem mesmo nas lembranças. Acredite, vai ser melhor assim. E, por favor, não venha mais me procurar.  

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não vou mais vender melôs manjadas de Karaokê.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tempo.


Tempo esse que passa, tempo esse que não espera. Tempo que lota, que esvazia, que muda.  De tempos em tempos muda de cor, de forma. Hoje ele bate, martela, mostra que está correndo, que já está de partida. Hoje ele bate e cada batida me faz lembrar do tempo que ainda falta, do tempo que sobra, do tempo que coexiste com a distância. Agora tenho andado só, apenas o tempo me faz companhia. Não lembro bem, mas acho que ontem também era assim. Tic-tac, tic-tac, tic-tac. Você também pode escutar? É o tempo dançando ao ritmo das batidas do meu coração; que bate forte, bate urgente. Quer um pouco mais de tempo, quer que o tempo passe. E pesarosamente o tempo passa, muda, eu espero, ele nada espera.  Apenas passa, volta, lembranças mostra. Passa tempo, volta tempo. Quanto tempo ainda falta, quanto tempo ainda resta?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sentir.


Há muita coisa inexplicável no mundo. Coisas as quais possuem uma comunhão perfeita e por isso não necessitam de mais nada. De sinônimos, de antônimos, de palavras, símbolos, representação... Não precisam de nada disso. Elas existem e simplesmente sabemos disso, na verdade não sabemos de nada mais além. E é bom, muito bom isso. Essa simplicidade, cumplicidade, harmonia. Eu não preciso fazer nada além de te olhar pra você entender que quero seu abraço, seu carinho, um momento de silêncio nessa paz que você me traz. Toda vez que te vejo sinto uma coisa estranha, como esse montão de coisas sem causa, que não podem ser vistas ou tocadas, apenas sentidas; sinto uma porção de coisas incríveis toda vez que estamos juntos, abraçados. E isso é lindo, tão lindo que não há tempo que mude ou acabe isso. Eu ainda consigo ouvir cada batida do seu coração entrar no compasso descompassado da minha respiração. Eles são a harmonia, a saudade apertada, a vontade de ficar junto. É a nossa comunhão, esse laço disfarçado, essa coisa complicada de tão simples que é. Sentir...