quinta-feira, 29 de abril de 2010

Café amargo.

Deito na cama e olho as estrelas fixadas no teto do meu quarto, já cansei de contar carneirinhos, já desisti de dormir. Meu pensamento fixou-se na acidez que esta em todo canto que olho... Nas paredes, no ar, até mesmo nas estrelas. Procuro uma distração e vou olhar a rua pela janela, fico triste ao ver que a noite está tão amarga quanto café puro. Só então percebo que entendi errado; suspiro longo e pesaroso.

- Não é a noite, sou eu.

Meus olhos pesam, meu corpo esta dormente, mas ainda assim não consigo dormir... Não com toda essa amargura. Me arrasto até a cozinha à procura de algo doce, açúcar para a noite, para meu corpo que agora é uma xícara de café amargo. Uma pitada de amor era o suficiente para adoçar, para eu conseguir dormir. Apenas uma pitada... Mas o pote está vazio, o amor acabou.

3 comentários:

Vitor Dutra disse...

Beloo texto *--*

Nada é pra sempre , poor isso que vamos ao
supermercado *o*

Diego disse...

O que fazer quando o amor acabar? Belo e pessimista seu poema retrata as névoas da solidão que sufocam e absorvem quem nela (solidão) se deixa aprisionar.

musicpris disse...

O amor nunca acaba, estou falando do genuino aquele q brota dentro nós, e transborda... :), gostei do seu texto blz pura!